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27/06/2015 - Antônio Fagundes e seu filho Bruno estreiam peça “Tribos” neste sábado, no Vera

Para quem curte teatro, uma boa opção para a noite deste sábado é a peça "Tribos", no Teatro Municipal Vera Cruz.Com Antônio Fagundes e seu filho Bruno Fagundes no elenco, "Tribos" aborda a surdez universal e tem Billy (surdo oralizado) como protagonista do espetáculo.

A dramaturga inglesa Nina Raine teve a ideia de escrever a peça Tribos depois de assistir a um documentário em que uma mulher grávida e seu marido expressavam o desejo de que o bebê fosse surdo, assim como eles. Nina se deu por conta de que os pais querem passar aos filhos não apenas valores e conhecimentos, mas também sua linguagem.


Esse foi o ponto de partida do espetáculo que estreou no Royal CourtTheatre, em Londres, em 2010, depois foi remontado em Nova York, em 2012, e, em 2014, estreou em versão brasileira pelas mãos do experiente diretor Ulysses Cruz, tendo à frente do elenco Antonio Fagundes no segundo trabalho teatral ao lado do filho Bruno – o primeiro foi Vermelho, no qual Fagundes interpretava o pintor americano Mark Rothko. A turnê segue até agosto deste ano.

No drama cômico Tribos, que tem duas sessões em Uberaba neste sábado (27), às 19h e às 21h30, pai e filho encenar a história de Billy (vivido por Bruno), um garoto com deficiência auditiva às voltas com as dificuldades de comunicação em uma estrepitosa família na qual, paradoxalmente, ele parece ser o que melhor sabe ouvir. A relação com o pai (Fagundes), a mãe (Eliete Cigaarini) e os irmãos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek) começa a mudar quando Billy encontra Sylvia (Arieta Corrêa), uma jovem em processo de perda auditiva que lhe ensina a língua de sinais. Então: quem deve fazer esforço para se comunicar com o outro? A surdez abordada na peça é literal e também metafórica, como explica Antonio Fagundes:“Aparentemente, são duas as tribos de que ela (a autora Nina Raine) trata no espetáculo: os ouvintes e os deficientes auditivos. Mas, ao longo do texto, você percebe que essas tribos se multiplicam por outras mil. Se você fizer um pequeno exercício e tirar do centro da trama o deficiente auditivo e colocar um homossexual, negro, judeu ou qualquer outra minoria acossada preconceituosamente pelo resto da sociedade, vai perceber que a estrutura da peça permanece de pé.”

Nina Raine usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida e politicamente incorreta, revive as típicas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência, como em toda tribo.

“Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor?”, afirma Bruno Fagundes a respeito do tema central de Tribos.

Vale lembrar que as sessões terão acessibilidade para deficientes auditivos e visuais.

 
 
 

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