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Educação e Cultura

08/09/2018 - Aulas no Hospital

Aulas no Hospital

Educação Inclusiva faz trabalho pioneiro na região

Maria Nicole, de 5 anos, mora no Hospital de Clínicas UFTM e recebe atendimento da rede municipal, onde está matriculada

O Departamento de Inclusão, da Secretaria de Educação de Uberaba, iniciou no mês de agosto, um trabalho pioneiro na região: o atendimento hospitalar de uma aluna matriculada na Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes. Maria Nicole, de 5 anos, que tem aniatrofia, mora no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), desde os quatro meses de idade e, há um mês, participa das aulas, no leito, onde recebe atendimento multiprofissional.

A escolarização no hospital é uma iniciativa inédita no Triângulo Mineiro, antes feito somente em vertente domiciliar, em alguns casos, pela rede pública municipal. As aulas foram uma necessidade da própria criança, que tem as condições cognitivas e mentais totalmente preservadas, como conta Denise Scussel, chefe do Departamento de Inclusão da Semed. “No horário da aula, durante o período da tarde, a criança, que recebeu o uniforme e o kit escolar, está sempre pronta para receber a professora e fica incomodada quando é interrompida”, diz.

Denise ressalta que a escolarização é feita de acordo com a rotina do hospital. Além disso, foram tomadas todas as providências legais para que o direito de Maria Nicole de estudar seja respeitado. “A chegada de uma professora no hospital está modificando a visão de educação e inclusão no ambiente. Das cinco crianças da enfermaria infantil, somente Maria Nicole tem consciência e atividades mentais preservadas. Mesmo assim, acreditamos que as outras crianças e responsáveis também são beneficiados”, comenta.

A professora mestre Cláudia Caetano, recebeu um desafio, como ela mesma descreve. A especialista afirma ser mais uma missão “tenho refletido sobre a minha profissão, sobre a vida e sobre a capacidade humana”, e completa “ela nunca saiu do hospital, não sabe o que é a rua, não tem conhecimento de mundo”.

A grande preocupação da professora é de como estabeleceria uma comunicação com Maria Nicole, neste primeiro momento. Em um mês, já transpôs esse obstáculo. “Ela fala por sinais, mas os olhos dizem muito. Eu vou nos passos dela. E tive um privilégio, fui aceita pela equipe hospitalar do HC, como se eu estivesse no lugar certo e com as pessoas certas”, considera. As aulas seguem as orientações pedagógicas da escola.

Para ela, a nova experiência no município é um avanço para Uberaba e para a educação inclusiva. A escolarização hospitalar não é somente um atendimento especializado. É levar a escola aonde está o aluno com deficiência.

A ideia é dar ainda mais oportunidades de inclusão a Maria Nicole, como por exemplo, levar as fotos e vídeos da turma da escola em que ela está matriculada e, em outro momento, promover a visita dos colegas, assim como já é feito com a Ana Vitória, que tem a mesma patologia, porém é atendida em casa.

Na opinião de Denise Scussel, “é uma ação humanizadora. Estamos amparados pela Lei e precisamos garantir o direito da criança de estudar. Ela relata, emocionada, que “mesmo que você tenha toda a técnica e conhecimento teórico, conta mais a questão de disponibilidade interna do que teoria. A partir do momento até chegar no quarto, fui me questionando como profissional como poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida e de mundo dessa criança. Que responsabilidade é essa a nossa de levar esse mundo para ela conhecer, a partir da minha visão de mundo? Estamos colocando à prova o nosso conhecimento. É muito subjetivo, porém muito humano”, finaliza.

Shirlene Fernandes e Humberto Antônio da Silva, pais de Maria Nicole, revezam no cuidado com a filha. Impossibilitados de levá-la para casa com todos os aparelhos que a criança necessita, ela mora no HC/UFTM e não pode dormir com os pais. “Seria um sonho para nós podermos cuidar dela em casa”, comenta a mãe.

Educação inclusiva na rede municipal. Uberaba é referência para 39 municípios da região em educação inclusiva. O Crei – Centro de Referência em Educação Inclusiva “Antônio de Paula Pável” atende, atualmente, mais de mil alunos por mês, com diversas deficiências e síndromes, além das famílias, que são recebidas por equipe multiprofissional, com cerca de 500 pessoas (distribuídas também nas escolas).

Monica Cussi

Comunicação Semed

 
 
 

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